Mulheres e os clássicos
Pensando em clássicos... e nas personagens... Hoje terminei a leitura de “No Vulcão dos Preconceitos”... E pensei na influência da leitura em nossas vidas...
Sempre digo aos meus queridos alunos... que os livros têm o poder de transformação. Após o término de um livro NUNCA MAIS seremos os mesmos.
Mudamos... transformamos... levamos conosco apreensões vistas nas obras...
Um livro nos marca... tal qual uma tatuagem ou cicatriz...
Todavia, somos envolvidos a um caráter idílico, muitas vezes efêmero ... outras vezes remetidos ao perene, infindável ... Preconizam, pressagiam sonhos...
A leitura deve propiciar personagens fortes ou inesquecíveis... modelares... exemplares ou não das circunstâncias da vida. São testemunhos de uma época de uma cultura...
Muitas vezes nos identificamos com estas personagens... Somos envoltos por suas características... Amamos ou odiamos...
Eu...
Já fui Tereza ( A Insustentável Leveza do Ser -Milan Kundera) - uma mulher sensível e forte ao mesmo tempo... Carrega dores e traumas...
Já me vi em Molly Bloom, de James Joyce em :Ulysses – que nos proporciona um passeio pela pluralidade da alma humana, amarrando explicações inconclusas...
E Nina, de Lúcio Cardoso em: Crônica da Casa Assassinada - a desobediente Nina nos mostra ser capaz de transformar o amor em um ato de morte, de usá-lo para ferir, ao mesmo tempo que faz da morte (o pecado) um ato de amor. Nina é a prova de que a beleza e as mulheres não podem ser possuídas.
A famosa Capitu, (de Machado de Assis em: Dom Casmurro-) Moderna para uma figura surgida em 1899, Machado de Assis... personificou em Capitu valores absurdos à época, tal qual a exploração da sensualidade feminina.
Já ousei ser a Dora, de Capitães da Areia, uma personagem cujo maior componente para a força que precisa ter vem da sua doçura e capacidade de reação.
Também me vi em Cathy ... de O morro dos ventos Uivantes – Emily Brounte- uma personagem frágil e forte ao mesmo tempo, assim como todas nós mulheres.
E Lolita - Dentre tantas, essa personagem se destacou pela ousadia, audácia, sensualidade e desprendimento... Não existiam regras a esta mulher... É uma personagem forte e extremamente marcante no cenário literário.
Já Anna de Liev Tolstói - que já foi descrita por muitos como a primeira personagem bipolar da literatura, era egocêntrica e cosmopolita nos leva consigo ao longo do grandioso livro , entre os altos e baixos de suas emoções... é sempre intensa... dramática... definitiva e portanto finita. Anna exalava uma sedução de que ela própria se sentia consciente e encantada...
Finalmente , temos a Nástienka, de Fiodor Dostoiévski em Noites Brancas... Nástienhka é uma mulher, com beleza e imperfeições como a vida... podemos encara-la ou virar o rosto em repúdio, mas nunca podemos negar sua pungente e lancinante existência... ( ah ! Vida )
E ... Úrsula Iguarán, de Gabriel Garcia Márquez em: Cem anos de solidão - Úrsula é forte, pragmática, inseparável de suas convicções; é descrita como “ativa, severa, mulher de nervos inquebráveis”. Cuidou de todos... é O PROTÓTIPO DA MÃE PERFEITA...coisa que não sou !!!!
Por Dani Gatolini
Sempre digo aos meus queridos alunos... que os livros têm o poder de transformação. Após o término de um livro NUNCA MAIS seremos os mesmos.
Mudamos... transformamos... levamos conosco apreensões vistas nas obras...
Um livro nos marca... tal qual uma tatuagem ou cicatriz...
Todavia, somos envolvidos a um caráter idílico, muitas vezes efêmero ... outras vezes remetidos ao perene, infindável ... Preconizam, pressagiam sonhos...
A leitura deve propiciar personagens fortes ou inesquecíveis... modelares... exemplares ou não das circunstâncias da vida. São testemunhos de uma época de uma cultura...
Muitas vezes nos identificamos com estas personagens... Somos envoltos por suas características... Amamos ou odiamos...
Eu...
Já fui Tereza ( A Insustentável Leveza do Ser -Milan Kundera) - uma mulher sensível e forte ao mesmo tempo... Carrega dores e traumas...
Já me vi em Molly Bloom, de James Joyce em :Ulysses – que nos proporciona um passeio pela pluralidade da alma humana, amarrando explicações inconclusas...
E Nina, de Lúcio Cardoso em: Crônica da Casa Assassinada - a desobediente Nina nos mostra ser capaz de transformar o amor em um ato de morte, de usá-lo para ferir, ao mesmo tempo que faz da morte (o pecado) um ato de amor. Nina é a prova de que a beleza e as mulheres não podem ser possuídas.
A famosa Capitu, (de Machado de Assis em: Dom Casmurro-) Moderna para uma figura surgida em 1899, Machado de Assis... personificou em Capitu valores absurdos à época, tal qual a exploração da sensualidade feminina.
Já ousei ser a Dora, de Capitães da Areia, uma personagem cujo maior componente para a força que precisa ter vem da sua doçura e capacidade de reação.
Também me vi em Cathy ... de O morro dos ventos Uivantes – Emily Brounte- uma personagem frágil e forte ao mesmo tempo, assim como todas nós mulheres.
E Lolita - Dentre tantas, essa personagem se destacou pela ousadia, audácia, sensualidade e desprendimento... Não existiam regras a esta mulher... É uma personagem forte e extremamente marcante no cenário literário.
Já Anna de Liev Tolstói - que já foi descrita por muitos como a primeira personagem bipolar da literatura, era egocêntrica e cosmopolita nos leva consigo ao longo do grandioso livro , entre os altos e baixos de suas emoções... é sempre intensa... dramática... definitiva e portanto finita. Anna exalava uma sedução de que ela própria se sentia consciente e encantada...
Finalmente , temos a Nástienka, de Fiodor Dostoiévski em Noites Brancas... Nástienhka é uma mulher, com beleza e imperfeições como a vida... podemos encara-la ou virar o rosto em repúdio, mas nunca podemos negar sua pungente e lancinante existência... ( ah ! Vida )
E ... Úrsula Iguarán, de Gabriel Garcia Márquez em: Cem anos de solidão - Úrsula é forte, pragmática, inseparável de suas convicções; é descrita como “ativa, severa, mulher de nervos inquebráveis”. Cuidou de todos... é O PROTÓTIPO DA MÃE PERFEITA...coisa que não sou !!!!
Por Dani Gatolini

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