Amor em camadas
… amor, quando é inteiro, não exige pedaços. Ele não pede que você se dobre até caber, nem que silencie partes de si para manter a harmonia aparente. O amor que vale a pena não se constrói sobre idealização, mas sobre presenças que permanecem e resistem, mesmo quando há tempestade. Amar é, sim, um exercício de doação… mas não essa doação que esvazia, e sim aquela que transborda. Existe uma diferença quase invisível entre oferecer e se abandonar, e é nessa linha tênue que muitas relações se perdem. … porque , em algum momento, quando se cede demais, o copo transborda. E o curioso é que nem sempre é obra dos protagonistas que provocam esse excesso… às vezes, são os contornos da história… os ruídos externos. … os personagens secundários que, mesmo à margem, atravessam o enredo e tensionam o que é sólido… mas que estremece… Amar, então, também passa por processos…é isso exige sustentar o vínculo apesar do entorno. E, sobretudo, saber reconhecer...








