Pingos nos Is
Nossa bondade não deve ser confundida com fraqueza ou permissividade. Há uma linha tênue entre a compreensão e o silêncio que consente o desrespeito, e é crucial que a ultrapassemos com coragem.
Como bem pontua a frase, “nunca cometa o erro de ser tão compreensivo a ponto de ignorar o fato de que você está sendo desrespeitado”. - Sim! - O respeito por si mesmo é o alicerce de qualquer relação genuína.
Guardar insatisfações ou mágoas em nome de uma falsa harmonia é um fardo que a alma não merece carregar. A responsabilidade afetiva nos chama a colocar os pingos nos is, a tornar explícito aquilo que merece ser nomeado e a delimitar os contornos de nossos limites, com firmeza, mas também com coerência e polidez.
Foi isso que fiz e farei quantas vezes forem necessárias. A sensação que me envolve agora é de alívio e libertação. As palavras foram ditas, os sentimentos expostos e colocados sobre a mesa. Este é um ato de amor próprio, mas também de amor ao outro, pois apenas na clareza das cartas abertas podemos construir relações que não se perdem nas sombras do não dito…
Obviamente que o expressado hoje(ontem) pode ser revisitado amanhã, pois a vida é fluida e as mudanças podem redesenhar caminhos. Mas, se as transformações não vierem, restará o dito como marco — uma declaração de coragem, de respeito por mim mesma e de busca pela autenticidade.
Falar pode parecer impositivo, mas silenciar, muitas vezes, é perder a oportunidade de construir pontes ou de aceitar que algumas precisam ser deixadas para trás.
Pronto! Falei!


Comentários
Postar um comentário