Logo, vejo!


Ao longo da vida, percebo como muitos se debatem diante da incapacidade de aceitar mudanças, dores e até os desígnios que a vida impõe. O distanciamento, por vezes, acontece por razões claras, mas há quem prefira fingir desconhecê-las, criando para si narrativas de vitimização. Não é desconhecimento, e sim um mecanismo para fugir de si mesmo, pois encarar a própria fragilidade exige coragem.


Criar “monstros” no outro, acusar ou minimizar quem segue em em brilho e resiliência, é a forma mais simples de justificar ressentimentos e frustrações. É curioso como aqueles que pouco fazem odeiam quem faz o bem e ainda conseguem arrastar consigo alguns ecos: vozes que amplificam e repetem sua mesquinhez. Essas atitudes, por mais triviais que pareçam, às vezes atingem seus objetivos — de lá, geram inconformismo e raiva; daqui, cansam.

 Não chega a ser raiva, mas confesso que o saco já ficou cheio.


E, diante disso, vem o aprendizado. Não se trata de revidar, mas de preservar a própria paz. A força está em seguir adiante, em não permitir que essas pequenas sombras obscureçam quem escolhe brilhar. Afinal, o pequeno sempre odeia o grande, mas o grande aprende que certas batalhas não merecem nem resposta — quanto mais espaço.


(ainda assim, escrevo, para registro ou para deixar claro que não sou idiota) 


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