Pinóquio

 (Re)Assisti ao filme Pinóquio.

Para mim, um clássico que há muito me inquieta. O desfecho dessa releitura, surpreendeu-me, foi  muito além  do original, o qual sempre incomodou-me, afinal, era como se o diferente não pudesse coexistir!


O Grilo, nesta versão, muito pouco falante… tem até um quadro de Schopenhauer… e explorou com delicadeza temas como o sofrimento, o tédio e o desejo. 


A ambientação está perfeita tendo como plano de fundo… uma Itália fascista, tornando o filme muito conceitual, trazendo importantes temáticas como patriotismo, família, poder, capitalismo e religião… 


A forma como se discute vida e morte no filme é delicada, profunda e extremamente humana. O debate dos laços consanguíneos que o filme apresenta são relevantes, em especial quando contra-argumenta a  concepção que “temos que se for do meu sangue” e desnuda todas as prisões que a “família” muitas vezes nos impõe, físicas e/ou psicológicas.


Del Toro conseguiu fazer uma obra prima… 

E eu? 

bem… Eu me coloquei a refletir sobre aceitação, perdão, ego, laços e por fim… existência e relevância! 

Valeu a pipoca, o tempo e a reflexão, pois ambicionou-se explorar uma história sobre aceitação radical, sobre como vivemos modelando as relações com as pessoas em nossa vida a partir de outras relações que tivemos com outras pessoas, que já não estão mais aqui por um motivo ou outro. Retrata igualmente… hábitos injustos, mas terrivelmente humanos.


Em tempo, amemos mais, julguemos menos! 🍿😉


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