A moça e o riso
moça e o riso
Era uma vez uma jovem que vivia alegre em um povoado distante... era sorridente e amável ... era altruísta, sensata e cordial... sempre muito responsável, mas às vezes tolhida em seus sempre nobres ideais...
E a moça dedicava-se muitas horas de seu dia... Nem percebia que com isso postergava outros afazeres tão ou mais importantes, de sua própria vida.
Ela trabalhava horas a fio...sem atinar ao relógio... afinal...sua lida era por demais sagrada e importante... era operária numa fábrica de sonhos... Lá escreviam histórias...
Mas um triste dia... a jovem, exausta, adoeceu... e necessitou repousar por um tempo... e quando retornou... percebeu que aquelas horas a mais em sua labuta, que dispusera sem espera de recompensa...agora seriam úteis neste tempo de resguardo... E dada a sua enfermidade ... ainda precisaria de alguns outros dias... Ela então achou ser merecedora desse tempo... de algumas horas ...
Mas as coisas não são bem assim...
As regras existem... isto é – o que se deve cumprir ... não importando o que se fez a mais...
Eis que então a moça percebeu que ser gentil, portanto, é ato genuíno... é aquele que trata os outros com respeito ... com amabilidade pois é capaz de reconhecer no outro um semelhante... E aprendeu também que embora nunca tenha percebido... sempre quis o reconhecimento e a aceitação dos outros... e isso se deu no instante que compreendeu que todos são finitos... e tudo é transitório... Ninguém chancela para sempre...
Mas, será que somos todos interinos? Provisórios ? apenas “estamos”, e não “somos”?
Ninguém é insubstituível ... ela não era!!
É apenas mais uma...
Só uma ...
E ela chorou...
Pois viu-se falível ... Viu-se normal...
Comum... apenas mais uma...
Porém, depois ...sorriu ao ver a risada inocente de uma criança ao lhe abraçar e dizer que estava feliz por revê-la ...
E tudo fez sentido...num riso aberto e num abraço sincero a moça sentiu que era então mais uma,
"mais uma que era necessária"...
A moça seguiu empática...colocando-se sempre no lugar do outro ... mas agora ...um pouco mais realista na fábrica de sonhos, onde se escrevem histórias e percebeu então a necessidade de valorar o que realmente importa, quem as pessoas são, de fato, quem ela era...e por que era!!
Ela era humana ... sensivelmente, humana...
Era uma vez uma jovem que vivia alegre em um povoado distante... era sorridente e amável ... era altruísta, sensata e cordial... sempre muito responsável, mas às vezes tolhida em seus sempre nobres ideais...
E a moça dedicava-se muitas horas de seu dia... Nem percebia que com isso postergava outros afazeres tão ou mais importantes, de sua própria vida.
Ela trabalhava horas a fio...sem atinar ao relógio... afinal...sua lida era por demais sagrada e importante... era operária numa fábrica de sonhos... Lá escreviam histórias...
Mas um triste dia... a jovem, exausta, adoeceu... e necessitou repousar por um tempo... e quando retornou... percebeu que aquelas horas a mais em sua labuta, que dispusera sem espera de recompensa...agora seriam úteis neste tempo de resguardo... E dada a sua enfermidade ... ainda precisaria de alguns outros dias... Ela então achou ser merecedora desse tempo... de algumas horas ...
Mas as coisas não são bem assim...
As regras existem... isto é – o que se deve cumprir ... não importando o que se fez a mais...
Eis que então a moça percebeu que ser gentil, portanto, é ato genuíno... é aquele que trata os outros com respeito ... com amabilidade pois é capaz de reconhecer no outro um semelhante... E aprendeu também que embora nunca tenha percebido... sempre quis o reconhecimento e a aceitação dos outros... e isso se deu no instante que compreendeu que todos são finitos... e tudo é transitório... Ninguém chancela para sempre...
Mas, será que somos todos interinos? Provisórios ? apenas “estamos”, e não “somos”?
Ninguém é insubstituível ... ela não era!!
É apenas mais uma...
Só uma ...
E ela chorou...
Pois viu-se falível ... Viu-se normal...
Comum... apenas mais uma...
Porém, depois ...sorriu ao ver a risada inocente de uma criança ao lhe abraçar e dizer que estava feliz por revê-la ...
E tudo fez sentido...num riso aberto e num abraço sincero a moça sentiu que era então mais uma,
"mais uma que era necessária"...
A moça seguiu empática...colocando-se sempre no lugar do outro ... mas agora ...um pouco mais realista na fábrica de sonhos, onde se escrevem histórias e percebeu então a necessidade de valorar o que realmente importa, quem as pessoas são, de fato, quem ela era...e por que era!!
Ela era humana ... sensivelmente, humana...

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