Saco cheio
😡
Por Daniela Gatolini
“ Tenho tanto pra melhorar em mim que não posso me tornar juiz de ninguém”
Li essa assertiva numa publicação de uma amiga, e a trouxe para refletirmos…
Eu, Daniela, assim como tantas outras mulheres, temos os dedos apontados para nós pelo simples fato de sermos mulheres… portanto, eu não ousaria tecer juízo de valores a ninguém.., tenho telhado de vidro, um passado, um presente e espero ter um longo futuro pela frente (se for o meu destino)… mas sinto na carne o quão cruéis alguns podem ser…
sendo assim, tenho policiado as minhas verbalizações e julgos…
tenho apontado o dedo só para mim… e buscado aprimorar-me como ser humano…
Afinal de contas, o que não quero para mim… não farei aos outros.
Dito isso, atrevo-me a afirmar que um dos maiores equívocos cometidos por tantos… é a sanha de falar mal do outro…
e tantas vezes “esse outro” é uma pessoa boa, entretanto, os ditos seguem demasiadamente inoportunos e rasteiros… ofensivos e desnecessários.
Não observamos apreensões positivas e elogiosas… ainda que existam… elas pouco nos encontram, as vezes aparecem em conta gotas… Já as condenações e reprovações oriundas dos sublimes e abalizados deuses perfeitos chegam-nos aos baldes … costuradas e enviesadas… por telefone sem fio ou escancaradas mesmo…
mas…
por que será que essas manifestações são tão corriqueiras e normatizadas?!
Respondo provocativamente…
porque elas encontram eco e planteia..!
O dia que aprendermos a zelar pelo nosso caminhar… a cuidar exclusivamente da nossa própria vida… a corrigir os nossos defeitos, a sermos autocríticos… Não teremos tempo e nem coragem, muito menos o atrevimento de falar sobre o outro…
seja numa mesa, num grupo de whats app ou numa conversa à toa ou por aí…
O problema maior está na inabilidade de lidar com nossas próprias fragilidades, na nossa falta de bravura…
Está em nosso temor, ou seja, reside em nós… no medo de confrontar-nos… e de talvez nos curarmos…
de nos vermos nus… em essência e seguramente falhos!
Destarte, seguiremos doestando outras pessoas… outras histórias… outras trajetórias… porque grande é a língua e pequena é a capacidade de refletir sobre si mesmo!
🧿

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