Fenecer
A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”, escreveu o poeta inglês John Donne em 1624…
Frase célebre e visceral que hoje me vestiu tão profundamente!
Sim!!!! muitos de nós cremos que as nossas dores e feridas são as mais dolorosas,… somos tão pequenos, por isso, incapazes de olhar para o lado…
Hoje acordei bem cedo… atenta ao som do telefone… afinal, quem tem filho(a) ou alguém querido longe… sabe como é aflitivo e preocupante a distância… imposta e necessária pelos voos destes que tanto amamos!
… mas em meio a tantos sons… como o chamar do amigo fiel para sua voltinha no quintal… 🐶
os pássaros e seus cânticos…
o vento impetuoso… o barulho da chuva…
os automóveis a transitar…
e até o barulho silente da amiga que não respondeu a nossa mensagem…
A ELA dedico esse textículo… que para alguns… serão palavras sem sentido… e a tantos outros, reflexivo…
Hoje os sinos dobram por ela… e não existe beleza no som e na melodia das badaladas invisíveis…
Um mistura de sentimentos toma conta de mim: observo a passagem do tempo que leva-me a refletir sobre a nossa condição humana, sobre o que tenho ou temos feito de nossas vidas e, principalmente, como enfrentamos a realidade em momentos dolorosos… já que pequenos e limitados não aceitamos nossa condição finita!
E o som que me invade não faz parte do cotidiano… Não queremos que faça… mas ele, infelizmente, faz…
E se faz alto e lacerante em tantos lugares… em tantos corações e famílias…
é o som da despedida…
é a preparação para que nos amanhãs resida a aceitação da partida e permaneça tão somente a gratidão pela partilha e as boas memórias…
mas hoje…
Hoje os sinos trazem choro…
e essas lágrimas são sinônimo da minha humanidade, fraqueza e também amor! 🙏🏻🖤
#parasemprenomeucoracao


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