SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2- Avestruz - (por ELIANA GONÇALVES DE OLIVEIRA)
Situação
de aprendizagem
texto: Avestruz
(Mário Prata)
ELIANA
GONÇALVES DE OLIVEIRA
Objetivo: desenvolver
a competência leitora e escritora; ampliar o repertório literário; perceber as
particularidades do gênero crônica; desenvolver a capacidade de comentar o que
leu.
Público
alvo: 6º e 7º ano
Gênero
a ser trabalhado: crônica
Tipologia:
narrativa
Tempo
previsto : 6 aulas
Conteúdo
e temas : procedimentos de leitura;
análise e interpretação; elementos da narrativa ; características da crônica.
Competências
e habilidades: construir o sentido global do
texto; inferir elementos da narrativa; produzir texto organizado com base na
tipologia narrativa.
Estratégias
de ensino: levantamento dos conhecimentos prévios a
partir do título; leitura expressiva pelo professor; checagem de hipótese
durante a leitura; leitura compartilhada para identificar as ideias principais;
roda da conversa para compreensão global do texto; pesquisa na
internet para confirmação das características da avestruz citadas no texto;
vídeo sobre uma criação de avestruz;
Recursos:
texto impresso da crônica “Avestruz”; dicionário; caderno do aluno e do
professor vol. 2; imagem de um avestruz; internet , televisão.
Avaliação:
Elaboração de um quadro com elementos da
narrativa a partir da crônica lida; elaboração de uma descrição do
avestruz a partir da pesquisa; produção de um texto narrativo sobre a
seguinte ideia “ um avestruz em minha casa” (um texto com tom
humorístico)
Texto : Avestruz ( Mário Prata)
O filho de uma
grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou,
fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me
mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de
casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo,
criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se
entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz
foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia
estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o
corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre
100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a
quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas
eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem
absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no
paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que
saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa
que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada
pé. Sacanagem, Senhor!
Depois
olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo
depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser
meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da
coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um
animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro
erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os
setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta,entrando depois na
menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar
de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois
ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo
pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer
que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo.
Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que
elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras.
Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times
inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se
descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que
troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo.
Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
Leitura e análise do texto: Avestruz
1) Por que o menino escolheu como animal de
estimação um avestruz?
2) Como o narrador convenceu o garoto a
desistir do avestruz como bicho de estimação?
3) O que é "Struthio Camelus australis"
?
4) Qual o foco narrativo do texto?
Comprove com palavras do texto.
5) Na sua opinião, por que o garoto trocou o avestruz
por gaivotas e urubus?
6) Já ouviu a expressão estômago de
avestruz? O que será que isso significa?
7) É possível ter um avestruz como animal de
estimação? Comente.
Bibliografia:
Textos:Avestruz, de Mário PrataDisponível
em:http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br;
www.suapesquisa.com/mundoanimal/avestruz.htm;
vídeo criação de avestruz –
www.youtube.com
http://pt.wikipedia.org/wiki/Avestruz
http://www.recreio.com.br/licao-de-casa/voce-sabiaavestruz
http://www.youtube.com/watch?v=9cLygxf90-I

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