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Pinóquio

 (Re)Assisti ao filme Pinóquio. Para mim, um clássico que há muito me inquieta. O desfecho dessa releitura, surpreendeu-me, foi  muito além  do original, o qual sempre incomodou-me, afinal, era como se o diferente não pudesse coexistir! O Grilo, nesta versão, muito pouco falante… tem até um quadro de Schopenhauer… e explorou com delicadeza temas como o sofrimento, o tédio e o desejo.  A ambientação está perfeita tendo como plano de fundo… uma Itália fascista, tornando o filme muito conceitual, trazendo importantes temáticas como patriotismo, família, poder, capitalismo e religião…  A forma como se discute vida e morte no filme é delicada, profunda e extremamente humana. O debate dos laços consanguíneos que o filme apresenta são relevantes, em especial quando contra-argumenta a  concepção que “temos que se for do meu sangue” e desnuda todas as prisões que a “família” muitas vezes nos impõe, físicas e/ou psicológicas. Del Toro conseguiu fazer uma obra prima…...

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16 de novembro