Novembro

 


E a gente se … aproxima da finitude sem poder quantificar o quanto de tempo temos pela frente…

E talvez esteja aí a graça da vida… 

- Ter que viver o agora com as incertezas que preenchem os dias… sem demora… 

sem hora… 

porque logo ali,  podemos encontrar a porta que nos levará a uma outra fase ou a um outro plano! - depende da crença de cada um… e do entendimento que se tem da morte… todavia, ela é certa… ah! isso é! 

Eu, Dani, tenho pensado sobre isso há algum tempo… creio que,  precisamente,  desde uma experiência de doença… a qual sacudiu-me a compreender que “estamos e não somos” - E também, após a partida de alguns entes queridos e amigos(família do coração) - materializando-se ainda mais essa questão… 

Muitos temem abordar o assunto… como se fossem todos eternos… 

- ninguém é! 

Acho que nos eternizamos no amor e no pensamento daqueles que conviveram conosco!  

-  

Creio que em alguns dias, as memórias são mais claras e fazem até um arrombo dentro da gente! 

Noutros, são quase inexistentes… dada as ocupações e distrações, as contingências de se viver! 

Novembro para mim… é mês de nascimento… 

o MEU e o do MEU saudoso pai… 

- que reside nas melhores recordações e igualmente nas reais. 

Senhor Luiz, não foi perfeito… como já descrito em outros textos…  

Não romantizo ou 

floreio quem ele foi… só porque foi! - 

“Ele era o que era 

… e o que era … era “

Trocadilhos à parte… 

aprendi a ser grata pelo tempo partilhado aqui…  e a honrar sua existência em meu coração e pensamentos, sendo uma versão melhor a cada dia… -  partilhando amor… 

mas acima de tudo… compreendi lendo Paulo, o Leminski… 

que o tempo 

entre o sopro 

e o apagar da vela 

é o que vale… 

E valeu muito a pena tê-lo em minha caminhada, ser sua filha e aprender que amar é aceitar que ninguém é perfeito… 

nem ele … nem eu e nem quem me lê! - 

Por agora… a certeza que é urgente … viver! 

Vivamos… ❣️ - 

novembremos… com alegria e gratidão… 


(foto antiga que amo) ❣️

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