Empatia por nós mesmos - por Daniela Gatolini
Tenho refletido sobre os vocábulos e sentimentos: medo e empatia.
O que sei é que cada vez que relativizo ou normatizo algo que me afronta ou me desmerece distancio-me de mim. E parece que a vida é isto… um exercício permanente de sins e nãos que vamos fazendo ao leo…
O que nos arrefece?
Meus consentimentos até com certas indelicadezas refletem cansaço ou presságios do que não será e do que tenho que mudar…
Alguns dias são fotografias do que não se deve engolir… e ainda que as justificativas existam aos montes… e que soe exagerado o meu inconformismo… talvez eu tenha que me convencer de que é assim e não assado! E que sentir medo ou paralisia realmente faz todo o sentido (em certos contextos) …
Poeticamente, como nos livros, a gente crê estar sendo salvo ou resgatado… por merecimento, destino, sorte…
Vai tentando atender todos os infinitos condicionantes vomitados por todos os lados. Acato cada “se”, e então, brotam outros de tantos outros “se”!
Mas hoje eu sei que não há relação linear de causa e efeito em nossas ações. Afinal, existem os outros, que às vezes nos resgatam, e às vezes nos oneram.
Não precisamos de ninguém para nos onerar ou salvar dos nossos medos, frustrações e devaneios… (fazemos isso de forma recorrente)! Eu mesma me jogo no precipício e depois me resgato, colo os cacos e trato de curar as minhas feridas!
Não existe a quem culpar… a não ser a a nós mesmos! Somos nossos algozes e nossa alforria!
Por isso - Empatia hoje?
Só se for por mim… tão somente por mim! 🧿😶


Comentários
Postar um comentário