Aniversariar


 Aniversário 

Por Daniela Gatolini


E hoje aguardando um exame… tive tempo para escrutinar os meus pensamentos e posicionamentos… e mais uma vez materializa-los em texto e contexto…


Confrontar-se é um exercício enriquecedor e libertador, mas requer entrega e desapego… 


Me veio à mente meu saudoso pai… que neste mês de novembro fará/faria aniversário… 


Eu já escrevi em outros textos a minha “reserva” com relação a datas festivas… e não se trata de amargura ou querer divergir dos demais, mas, talvez,  por ser simplesmente um recurso o qual ajuda-me a armadurar-me  ou couraçar-me… protegendo  a mim e aos que de mim dependem… 


Algumas pessoas precisam de nossa força e estabilidade… ancoram-se na gente como esteio e porto “seguro “… tantas vezes chancelam (mesmo sem querer) a nós a responsabilidade de conduzi-las pela vida, em segurança e sem nenhuma cicatriz ou trauma!


Voltando a minhas escolhas de vida… ou ao meio jeito singular de ser…  

Considerando que não sou afeita à datas comemorativas… também desconstruí  outros tantos costumes… 

Não tenho “roupa de sair”, não curto festa de formatura, não me atenho a datas para presentear ou nutro a necessidade de enfeitar a casa para o Natal,  (já fiz muito), mas ultimamente tenho tido preguiça! 

Reforço que sou “temática” sim… amo criar, inventar e adaptar, mas não me prendo ao obrigatório ou a padrões determinados… 


Quem sabe eu me anime e a magia natalina invada,  senão a minha casa, quem sabe a escola… 


Eu e meu paizinho temos três dias de diferença no aniversariar… E ele adorava receber presentes e um bolo… e por mais que dissesse não importar-se… duvido que não se entristeceria, caso não tivesse ao menos um bolinho no dia… e assim eu “comemorava o meu junto ao dele”e antecipadamente… 


Optei há um tempo por presentear-me com uma viagem ou algo diferente,  e igualmente,  oportunizar a outros, um mimo, uma doação… numa espécie de devolução, troca e gratidão pelo muito que eu tenho e recebo!

Honro a minha vida,  vivendo e compartindo…


 Já dizia o doce Quintana: "o passado não reconhece seu lugar: está sempre presente".

E que bom que o meu passado segue comigo lembrando-me  a todo instante de onde eu vim… Sigo ancorada nos valores de minha infância que sempre nortearam o meu caminhar! 


Aprecio sem moderação as felicitações sejam elas no dia de meu natalício ou durante o doce e igualmente triste novembro… mas não me rebelo ou me magoo,  se por acaso alguém querido esquecer a tal data…  Sei que isso não define apreço, afeto ou mede o sentimento… 

Afinal é só uma data no meio de outros 365 dias… 


Comemoremos a dádiva da vida em sua magnanimidade…

E, definitivamente,  eu amo viver porque valorizo cada amanhecer…

Só quem compreende a finitude e a tenuidade  de se “estar aqui”… é capaz de amar “o processo”… abstraindo, ressignificando, perdoando e “vivendo intensamente” cada segundo! 


E se te faz bem as festividades, comemorações, datas e rituais… que bom! Sejamos todos felizes cada qual com suas convicções e opiniões.

Atiremos menos pedras ou destilemos menos veneno (com relação a vida alheia)! Vivamos cada qual a nossa própria vida!!!!! 


Eu que nada sei… não nutro verdades ou certezas absolutas… 

e estou sempre aberta à transformações e mudanças! 

Quem sabe no ano que vem eu faça um festão! Kkkk 

Melhor não exagerar… talvez eu prefira mesmo viajar, se não para o outro lado do oceano… talvez para dentro de minhas divagações! 


Por hoje… brindemos o agora… pois é só o que temos!

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