PAI - POR DANIELA GATOLINI
Vinte e três de novembro é o dia do seu aniversário!
Como costumeiro... eu compraria um bolo e comeríamos sem grandes comemorações.
Você agradeceria e depois tomaria um cafezinho!
Provavelmente eu o presentearia com mais algumas meias ou uma camisa... talvez um vinho ou um livro.
E você sorriria dizendo:
“Não precisa Dani... tem muita roupa aqui!”
É...
meu pai querido, você era único!
Era do seu jeito...
meio torto...
meio bobo... mas tão tão real!
Hoje, dia 23, não comprarei um bolo... mas como todos os outros dias... ao acordar pensei em você...
chorei por você...
E ao tomar meu café
mais rememorações foram surgindo ...
E cada gole ofertou o gosto amargo da saudade...
Você não está aqui.
Você nunca mais estará aqui.
E assim, a gente segue... num ano desafiador... numa sociedade dividida entre a ciência e a ignorância, a desumanidade e a mão estendida...assim era você! Levava o pão e carregava a fé!
Eu,
sigo tentando fazer a diferença... seja no ofício ( nobre) que desempenho como nas ações cotidianas...
Os muitos afazeres não abrandam a sua falta... Enganam-se aqueles que acreditam ser passageira a saudade!
O sorriso largo, minha marca, existe... mas as lágrimas também residem no dia a dia!
Tudo parece fora de ordem...
E você certamente estaria triste no mundo atual...
Busco arrumar o “lado de fora” da casa... pois a bagunça “no lado de dentro” está grande demais!
É confuso!
É doído!
É incerto!
Hoje ao olhar o espelho...
vi muito de você em mim...
e sorri... e depois chorei...
Afinal, você não estava aqui!

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