E então a culpa é da escola - por Daniela Gatolini
Dia desses recebemos um aluno que cometeu uma contravenção. Foi desafiado por um colega a ganhar R$ 15,00 se “virasse” a câmera para o teto e jogasse papel no ventilador. E ele o fez e recebeu o cachê por ter cumprido a disputa.
Convocado a dar explicações e então cumprir as penalidades previstas em Regimento Escolar, o pupilo responde sarcástico: “dá nada não” – vou ser suspenso e volto...mas valeu, ganhei quinze “real” que já gastei...
Respondemos o quê?
Eis as opções:
- que ótimo... R$ 15,00 por ser o bobo da corte ... excelente futuro!
- Convoco o responsável pelo aluno pela milésima vez e observo o descaso... e ausência de responsabilidade.
- Chamo o querido aluno e gasto meu tempo... dizendo que um dia ele poderá precisar de uma referência positiva quando for trabalhar e não a terá, ademais, explicito que ele já é um rapaz, e portanto, compreende as regras vigentes para viver em sociedade etc ...
- Digo: fulano, você tem noção dos seus atos. Já o chamamos inúmeras vezes, já convocamos seu responsável... já o alertamos... e inclusive, percebemos sua defasagem no que tange a aprendizagem, portanto, ao invés de agir como um bobo e possivelmente causar um acidente ( ventilador) seria melhor você vir a escola em busca de conhecimento, ( aprender a calcular, escrever e a argumentar).
Querido discente - Inicie agora... produza uma carta, escrevendo um pedido de desculpas direcionada a seus colegas de sala e a direção comprometendo-se a ser um individuo melhor e portanto, podendo viver em sociedade.
- Todas as opções + um tempo gasto ( totalmente ineficiente – onde verbalizamos numa tentativa pueril de praticar a tal mediação de conflitos e justiça restaurativa ) que poderia ter sido investido em outro aluno que havia me procurado para saber sobre isenção da taxa do Enem – ( o qual pedi para aguardar) !!!!!!
Eis a realidade:

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