EXPERIÊNCIAS DE LEITURA E ESCRITA (Depoimentos)


Caros Colegas.

A leitura e a escrita fazem parte do que sou, não é a toa que escolhi estudar Letras.
Meu contato com leitura se deu na infância com meus familiares, ouvia historias de minha tia  Creusa e outras pessoas, bebia dos saberes que eles me ofereciam.  Meu pai trabalhava em um Hotel (Glória) em Águas de Lindóia e lá existia uma grande biblioteca com um acervo riquíssimo, digna de filmes. Nesta época, o Hotel em questão era frequentado por escritores e grandes personalidades , entre eles,  Lygia Fagundes Telles, a qual tive a honra de conhecer e mostrar um pequeno conto o qual eu  tinha escrito. 
Aprendi a ler e escrever  bem cedo. E como alguns depoimentos sobre o assunto,   inclusive da Danuza Leão, lia tudo o que via e depois ia formando meu senso critico a respeito do que foi lido.
Hoje , ainda sou uma devoradora de livros e uma incentivadora de meus alunos e  embora faça uso das mídias, ainda considero o livro impresso meu companheiro, gosto do cheiro, do formato, de manusear cada página a fim de descobrir a magia que as palavras proporcionam.
E vocês queridos colegas, quais as suas  Experiências de leitura e escrita?
DANIELA GATOLINI




Atualmente incentivo os alunos fazendo leitura e escrevendo num canto da lousa uma frase, provérbios, partes de um livro, também levo para sala de leitura, sala de informática.
Não limito em ficar apenas na sala de aula, tento estimulá-los que a busca pela leitura e escrita pode ser muito mais ampla.
Ensinar a ler e escrever é ajudar o aluno a desenvolver como grandes valores na sociedade. Acredito que faz parte do nosso dia-a-dia, contribuir para esse grande objetivo.
Tenho uma caixa com vários livros e uma vez por semana levo para a sala de aula, espalho pela mesa e carteiras, deixo-os a vontade, eles escolhem o que querem ler, é um silêncio total. Muito gostoso vê-los com interesse pela leitura. Quero encerrar deixando alguns provérbios:
"Tem coisas que só o livro faz por você".
"Ler é viajar no tempo, entrar na história e fazer parte dela".



Eliana Gonçalves de Oliveira


"Bom, meu contato com a leitura e a escrita só se deu na escola,pois meu pai só tinha segundo ano e minha mãe nunca frequentara uma escola.

      Comecei a frequentar a escola com seis anos,só como companhia para minha irmã mais velha, porém,a professora vendo o meu interesse e desempenho, falou com minha mãe e efetuou minha matrícula também. E aí,como costumo dizer, nunca mais saí da escola. Antes dos sete anos já sabia ler e escrever e junto com a minha irmã levamos a leitura e a escrita para nossa casa. Naquela empolgação, dividíamos com nossa mãe, tudo o que aprendíamos na escola; ela por sua vez, achava tudo isso lindo e nos incentivava cada vez mais. 
      Como morávamos no sítio, não tínhamos acesso a materiais de leitura,mas meus pais ficaram amigos de uma família de japoneses "os Nishiura",que tinham praticamente uma biblioteca em sua casa. Então, todos os domingos à tarde, íamos a casa deles emprestar livros e principalmente gibis para lermos durante a semana. Isto se tornou nosso programa de domingo, até terminarmos a 4ª série, pois a partir da 5ª passamos a estudar em uma escola na cidade que tinha uma biblioteca.
       Alguns anos depois, a nossa mãe teve acesso à escola. E...Detalhe...ela tem três filhas professoras. Ironia do destino, não?"
  
Edi Emerson de Souza

"A escrita e leitura, para mim, sempre foram fascinantes e poder compartilhá-las com meus alunos foi mais encantador ainda.  Assim como muitos colegas encontram dificuldades para desenvolver a habilidade escritora nos alunos, o meu sentimento em relação à escrita não era diferente. Mas também não poderia apenas desejar que estratégias de trabalho caíssem do céu para que eu despertasse esse interesse e melhor ainda, pudesse aprimorar os textos como uma arte de combinar palavras e deixar a escrita cada vez mais bonita e padronizada. Em meus vinte anos de trabalho na Rede Estadual como professor de Língua Portuguesa, encontrei - e ainda encontro - inúmeras dificuldades em relação à escrita, e em virtude dessa hesitação, pratiquei inúmeras estratégias de trabalho em sala de aula e acabei por selecionar as que apresentavam bons resultados e a descartar as que não surtiram efeito positivo. Dentre tantas tentativas, encontrei técnicas lúdicas de produções de textos que encantaram alunos do sexto ano e que me estimularam a estendê-las às demais séries/anos do Ensino Fundamental. Hoje, posso dizer que me sinto um tanto realizado quanto à escrita de meus alunos, visto que já reunimos em duas coletâneas, textos de gêneros diversificados que foram expostos e divulgados entre equipe escolar, comunidade e alunos da E.E. “Luiz Leite”, com noites de autógrafos com toda a equipe escolar e divulgação e valorização do aluno-escritor. E estas estratégias didáticas se tornaram um Projeto denominado: NO CAMINHO DAS LETRAS que se fará presente mais uma vez ao final deste ano letivo. (http://www.youtube.com/watch?v=dpdoSLXNYPE).


         

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